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Património

 A História

"A origem de Lamego perde-se na longevidade da História de Portugal...   A formação do topónimo Lamego desde sempre foi alvo de muitas teorias.

Segundo alguns autores, o topónimo terá sido construído a partir do radical lígure lam, ao qual um gentílico terá juntado o sufixo aecus, resultando Lamaecus, tendo sido o primeiro possessor de um fundo agrário; para outros, Lamego terá tido origem na povoação greco-celta Laconimurgi; ainda existe a teoria baseada na referência de urbs Lemacenorum da autoria de Ptolomeu, do século II. Porém, a questão da toponímica de Lamego continua ainda hoje por desvendar, na medida em que são apresentadas diversas propostas, no entanto não existem provas em concreto!A verdade é que por Lamego passaram diversos povos, entre outros, Língures, Túrdulos, Iberos, Romanos, Lusitanos... deixando cada um deles a sua "marca" pessoal, por vezes benéfica e por outras um pouco destrutiva. Inicialmente, Lamego teria sido um castro ( fortificação ), que mais tarde foi conquistado e romanizado; aliás, há notícia de vestígios físicos do processo de romanização, nomeadamente aras, estelas, cipos, entre outros. No século VI, Lamego, sob a dominação dos Suevos, sobressai como bispado no Concílio de Lugo (569), tendo como soberano o Rei Teodomiro. Aliás, entre 584 e 688, a Catedral esteve sempre representada nos Concílios, como se pode provar pelas actas dos mesmos. Entretanto, toda a Lusitânia foi dominada pelos árabes, tendo sido destruídas imensas cidades, incluindo Lamego. No entanto, entre 750 e 870, Lamego ressurge das cinzas, assumindo-se como sede de valiato de fronteira. Em finais do século X, a cidade é novamente destruída pelo caudilho Almansor, que terá residido em Lamego, o qual terá dado origem a uma das lendas mais características da cidade: a lenda da Princesa Ardínia.Só a 29 de Novembro de 1057 é que Lamego é reconquistada definitivamente aos Mouros por Fernando Magno, mas a diocese só será igualmente restaurada a 1071, por iniciativa de D. Sancho e D. Elvira (filhos de Fernando Magno). No alvorecer da nacionalidade, em 1128, é concedida a Egas Moniz a tenência de Lamego. Segundo a tradição, as primeiras cortes do reino de Portugal ter-se-ão reunido em Lamego, na Igreja de Santa Maria de Almacave, entre 1142 e 1144, onde D. Afonso Henriques terá sido coroado Rei de Portugal, pelo arcebispo de Braga. Esta lenda, tal como muitas outras, foi utilizada para justificar a nacionalidade portuguesa, aquando da Restauração em 1640. Em 1191, D. Sancho concede carta de couto a Lamego, posteriormente a carta de feira anual é concedida por D. Dinis a 10 de Julho de 1292. Em finais do século XIV, denota-se claramente o progresso e crescimento do bispado de Lamego. Entre 1551 e 1569, D. Manuel de Noronha, bispo de Lamego, ocupou-se dos destinos deste bispado, aliás, com ele, irá começar verdadeiramente o culto a Nossa Senhora dos Remédios (Romaria de Portugal).A prosperidade de Lamego é notória, o vinho começa a ganhar mais fama, e toda a economia se desenvolve, tanto que no século XVIII é realçada como famoso centro vinícola. No século XIX, Lamego perde a capital de distrito a favor de Viseu, suscitando grande revolta entre os Lamecenses.
Já no presente século, Lamego tentou reverter a situação, mas novamente o pedido não foi aceite."

O Património

Do ponto de vista monumental, a cidade é muito rica. A Sé é um edifício muito antigo que foi sujeito a imensas e profundas alterações ao longo dos tempos. Da época medieval subsistem o Castelo - o conjunto de muralhas, a torre de menagem quadrangular e a cisterna - e a igreja de Almacave , templo românico já fora dos muros. Dos finais do século XVI, princípios do XVII, embora com adornos interiores de talha barroca posteriores, são as igrejas de Santa Cruz e do Desterro . O período do Barroco é, de facto, o mais bem representado tanto na arquitectura civil - diversos palácios - como na religiosa. Merecem, no entanto, destaque o Paço Episcopal, hoje museu , e o Santuário da Senhora dos Remédios , situado na colina fronteira ao morro do castelo, com uma escadaria monumental e a igreja já rocaille, porque a construção, iniciada nos meados do século XVIII, se prolongou até ao XX. A Igreja de Santa Cruz é uma das maiores e mais imponentes da cidade de Lamego. A sua antiguidade imprimiu-lhe os traços e a arte de outros tempos, a sua história deu-lhe carácter e a sua localização transformou-a numa varanda sobre Lamego, isolada e tranquila. Está situada numa zona alta da cidade, com amplos horizontes, num lugar que em tempos se chamou Vila de Rei.

A cidade

Igreja da NªSra Remédios

Castelo

Igreja de Almacave

Igreja das Chagas

Igreja de Sta. Cruz

Capela N.S. Esperança

Balsemão

Santo

Desterro

Igreja de S. Francisco

Capela N.S.   Meninos

Bispo D. Miguel de Portugal

Soldado desconhecido

Pormenor

O Patrono do Agrupamento H Escolas de Lamego

Patrono do Agrupamento é Fausto Guedes Teixeira, figura distinta no campo das Letras, poeta lamecense, que nasceu e viveu nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX (1874/1940). Foi um homem lúgubre, contemplativo, melancólico, que nasceu poeta e que como nenhum outro soube expressar, através dos seus versos, o amor e a admiração que sempre teve à sua cidade natal. Deixou a Lamego e ao país uma vasta e reconhecida obra poética, tendo merecido os encómios de João de Barros nestes termos: «Fausto Guedes é um poeta de sempre».

Considerado pelos seus concidadãos como um Lamecense ilustre, possui nesta cidade uma rua com o seu nome, um busto no jardim da República, em frente ao edifício da Câmara Municipal, bem como uma sala no Museu de Lamego, onde se guarda o espólio pessoal da «Casa do Parque», na qual viveu ininterruptamente os últimos vinte anos.

Da obra literária por ele legada, destaca-se “O Meu Livro”, conjunto de dois volumes, nos quais se condensa grande parte da sua poesia.

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